
O Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional, na última sexta-feira (2), um projeto de lei que propõe a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano, cuja reitoria deverá ter sede no município de Patos, no Sertão da Paraíba. A iniciativa integra a política de interiorização do ensino técnico e superior e reconhece o papel estratégico da cidade como polo regional de educação.
De acordo com a proposta, o novo instituto será criado a partir do desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e passará a integrar formalmente a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, tendo Patos como sede administrativa.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou a importância do projeto para o desenvolvimento regional e para a ampliação do acesso ao ensino superior no interior do estado.
“A descentralização do ensino superior no interior é uma bandeira que defendo desde o meu primeiro mandato. Essa é uma iniciativa que aponta para o futuro, ao fortalecer a formação de mão de obra ainda mais qualificada, atrair empresas e gerar desenvolvimento. Patos já se consolidou como um polo regional de educação e conhecimento, recebendo estudantes de toda a Paraíba e de estados vizinhos”, afirmou o parlamentar.
Hugo Motta ressaltou ainda que a proposta representa um reconhecimento ao povo sertanejo, destacando as vocações, talentos e a capacidade de superação da população do interior. Segundo ele, o acesso ao conhecimento científico, à educação de qualidade e a políticas públicas estruturantes poderá ampliar ainda mais o potencial de desenvolvimento da região.
O prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), também comentou a iniciativa e lembrou o trabalho político e institucional desenvolvido nos últimos anos para viabilizar a expansão da educação federal no município. Para o gestor, a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano consolida Patos como referência educacional no Sertão e amplia as oportunidades para milhares de jovens da Paraíba e do Nordeste.
A proposta ainda será analisada pelo Congresso Nacional e, se aprovada, deverá representar um novo marco para a educação pública federal no interior paraibano.
