A cidade cenográfica d’O Maior São João do Mundo, em Campina Grande, vai além da reprodução de prédios históricos e também resgata a memória da população negra por meio dos becos da 31, da Pororoca e Quebra Quilos.
Segundo o historiador Igor Furtado, mestre em História pela UFCG, esses espaços representam territórios de resistência e preservam parte da história afro-brasileira da cidade, marcada pela atuação de trabalhadores, comerciantes, artistas e movimentos populares.
Os becos remetem a episódios importantes, como a Revolta de Quebra Quilos, liderada por João Cargas D’Água, além de locais que concentravam a vida boêmia e operária de Campina Grande antes das transformações urbanas que expulsaram parte da população negra do Centro da cidade.

