Um episódio recente na guerra envolvendo Kiev mostra como a tecnologia está mudando o cenário dos conflitos modernos. Dois soldados russos se renderam após uma operação conduzida exclusivamente por robôs terrestres e drones ucranianos — sem que um único tiro fosse disparado.
De acordo com Mykola Zinkevych, líder da unidade responsável pela missão, esta foi a primeira vez na história em que uma posição inimiga foi tomada e prisioneiros capturados sem a presença de tropas em solo.
A operação marca uma nova etapa na guerra entre Ucrânia e Rússia, com o uso crescente de sistemas autônomos em combate.
Inicialmente utilizados para evacuar feridos e transportar suprimentos, os drones terrestres agora também são empregados em missões ofensivas. Por serem menores e mais discretos, esses equipamentos são mais difíceis de detectar e interceptar do que veículos militares tradicionais.
Em outro caso, um robô equipado com metralhadora conseguiu conter o avanço de tropas russas por 45 dias. Para os ucranianos, a aposta na tecnologia é estratégica diante da desvantagem numérica, com o objetivo de substituir até um terço da infantaria no campo de batalha.
A tendência aponta para uma transformação cada vez mais acelerada na forma de fazer guerra, com máquinas assumindo funções antes exclusivas de soldados.

