
O Instituto Médico Legal (IML) de Guarabira, no Brejo paraibano, foi interditado pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) na tarde desta sexta-feira (27). Uma fiscalização constatou irregularidades no armazenamento de corpos e também na higiene do local.
A informação foi confirmada pelo presidente do CRM-PB, Bruno Leandro, em entrevista à TV Cabo Branco. Segundo ele, antes da interdição já haviam sido realizadas três fiscalizações no IML de Guarabira, nas quais foram solicitadas adequações que, de acordo com o presidente, não foram cumpridas.
“É um ambiente em reforma, onde material médico está junto de material de construção. Além disso, os corpos que existem naquele setor não têm refrigeração, então há um odor fétido, com moscas inclusive, higienização muito precária, incompatível com a prática médica e, sobretudo, incompatível com a dignidade do atendimento às pessoas”, afirmou.
Com a interdição, o objetivo é que os problemas sejam corrigidos para que o local possa voltar a funcionar. Ainda não foi divulgado prazo para a conclusão das adequações.
De acordo com Bruno Leandro, os corpos oriundos de mortes violentas serão encaminhados para outros IMLs de cidades próximas, como Campina Grande e João Pessoa.
“O ato médico fica impraticável naquele local. Esses médicos podem ser deslocados para outras unidades, isso é de acordo com a gerência do local, e as pessoas que procurarem certamente serão direcionadas para outras unidades onde há médicos trabalhando com dignidade”, destacou.
O CRM-PB informou que a interdição cautelar ética suspende o exercício profissional médico na unidade por até 60 dias, a partir das 7h do dia 2 de março de 2026.

